Manifesto: HabitAcção! Somos casa, bairro, cidade!
Porque nos querem expulsar das casas e dos bairros que habitamos, porque nos excluem da cidade: HabitACÇÃO!
Insurgimo-nos para dizer que não aceitamos a lógica da cidade-lucro, do bairro-montra e da casa-investimento. Essa é a lógica dos investidores especuladores, que nos tentam convencer que o lucro é mais importante do que as nossas vidas, e dos governantes, que estão reféns dos interesses privados, e nos dizem que não existem alternativas. Constroem-se cidades para ricos, enquanto milhares de pessoas são obrigadas a abandonar as suas casas, as suas ruas, os seus modos de sustento e as suas redes afetivas. Insurgimo-nos para dizer que não podem ser as leis deles, as leis do mercado, a dizerem-nos como e onde podemos viver. Queremos casas que sirvam para morar, bairros onde possamos construir as nossas vidas, e cidades decididas por quem nelas vive. Querem expulsar-nos. Resistimos e ficamos! Fazemos-lhes frente e decidimos o nosso futuro coletivamente.
Em setembro saímos à rua, ocupamos o espaço público, construímos redes de solidariedade e criamos movimento. Queremos viver nos nossos bairros: exigimos o fim dos despejos e unimo-nos por uma cidade mais justa. Desafiamos o sistema capitalista, que destrói o nosso planeta e nos expulsa dos espaços que habitamos. As nossas vidas são mais importantes do que o lucro.
SOMOS CASA, BAIRRO, CIDADE!
Queremos:
1. O fim dos despejos e das demolições sem alternativa
Há despejos porque o contrato de arrendamento não foi renovado, há despejos porque os governantes decidiram demolir as nossas casas, há despejos porque não aguentamos pagar rendas tão altas, há despejos porque não conseguimos pagar a casa ao banco… E não há alternativas. Queremos acabar com esta violência. Exigimos que não haja nem mais um despejo sem alternativa de habitação digna.
2. A regulação das rendas
As rendas são impagáveis e os ordenados são mínimos. Queremos tectos máximos de renda e propomos a indexação do valor das rendas ao ordenado mínimo nacional. Se temos um ordenado mínimo, porque não uma renda máxima?
3. Mais habitação pública de qualidade
Os países europeus que melhor se defendem contra as crises do imobiliário são os que têm mais habitação pública. São exemplos a Holanda, em que 34% da habitação é social, a Áustria, com 26%, e a França, com 19%. Em Portugal temos menos de 3%. Queremos políticas de habitação que diminuam as desigualdades sociais e impeçam a segregação étnico-racial. Sabemos que é possível ter mais e melhor habitação pública para toda a gente.
4. Usufruir do espaço público e de espaços sociais
Há praças, largos e passeios ao abandono e muitos concessionados a privados. Os espaços sociais, como associações e coletividades, estão a ser despejados para dar lugar a hotéis e residências de luxo. O comércio local está a desaparecer. Temos o direito a usufruir do espaço público e precisamos de espaços sociais de encontro onde possamos conviver, construir, e discutir a nossa vida coletiva. Queremos espaço público realmente público, cuidado e não mercantilizado, e o fim dos despejos dos espaços coletivos e do pequeno comércio.
5. Uma mudança radical no modelo de governança e de desenvolvimento das cidades
As cidades têm sido planeadas e construídas para o lucro e não para as pessoas que nela vivem. Reclamamos a cidade! Propomos a diminuição efetiva do número de apartamentos turísticos, a expropriação dos monstros imobiliários como a Apollo, e o fim dos Vistos Gold e dos benefícios fiscais para os especuladores e para o luxo. Basta de casas vazias sem motivo! As nossas cidades não estão à venda!
Isto é um apelo.
Somos pessoas e coletivos em luta para reclamar o direito aos espaços em que vivemos e chamamos todxs à acção, à participação, ao protesto. O que acontece não é inevitável, é o resultado de políticas promovidas pelos poucos que têm muito.
Somos mais do que eles. Temos de nos unir para reclamar o direito aos espaços que habitamos, para decidir em conjunto sobre a cidade que queremos. Podemos e devemos sonhar com outros modelos de cidade.
Pelo fim da especulação, da gentrificação, da turistificação, da demolição e da expulsão. Por uma cidade de todas e de todos: HabitACÇÃO!
O festival conta com o apoio de:

Manifesto: HabitAction! We are home, neighborhood, city!
Because they want to expel us from the houses and neighborhoods we live in, because they exclude us from the city: HabitAction!
We rise up to say that we do not accept the logic of the city-profit, the neighbourhood-vitrine and the house-investment. This is the logic of speculative investors, who try to convince us that profit is more important than our lives, and of our rulers, who are hostages of private interests, and tell us that there are no alternatives. Cities are being built for the rich, while thousands of people are being forced to abandon their homes, their streets, their livelihoods and their affective networks. We rise up to say that it cannot be their laws, the laws of the market, that tell us how and where we can live. We want houses that serve to live, neighborhoods where we can build our lives, and cities managed by those who live in them. They want to expel us. We resist and we stay! We stand up to them and decide our future collectively.
In September we take to the streets, we occupy the public space, we build solidarity networks and we create a movement. We want to live in our neighborhoods: we demand an end to evictions and we unite for a more just and fair city. We challenge the capitalist system, which destroys our planet and expels us from the spaces we inhabit. Our lives are more important than profit.
WE ARE HOME, NEIGHBORHOOD, CITY!
We want:
1. The end of evictions and demolitions without giving alternative
There are evictions because the lease was not renewed, there are evictions because the government decided to demolish our houses, there are evictions because we can’t afford to pay such high rents, there are evictions because we can’t pay the house to the bank… And there are no alternatives. We want to end this violence. We demand that there should be no more eviction without an alternative of decent housing.
2. The regulation of rents
Rents are outrageous and wages are minimal. We want maximum rent ceilings and propose the indexation of the value of the rents to the national minimum wage. If we have a minimum wage, why not a maximum rent?
3. More quality public housing
The European countries that are better protected against property crises are the ones with the most public housing. Examples are the Netherlands, where 34% of housing is social, Austria, with 26%, and France, with 19%. In Portugal we have less than 3%. We want housing policies that reduce social inequalities and prevent ethnic-racial segregation. We know that it is possible to have more and better public housing for everyone.
4. Take advantage of public space and social spaces
There are squares, parks and avenues that are abandoned and many are left to private concessions. Associations and communities are being evicted from social spaces to make way for luxury hotels and residences. Local commerce is disappearing. We have the right to enjoy public space and we need social spaces where we can meet, build, and discuss our lives collectively. We want public space that is truly public, cared for and not commodified, and an end to the evictions of collective spaces and small businesses.
5. A radical change in the model of governance and development of cities
Cities have been planned and built for profit and not for the people who live there. We claim the city! We propose the effective decrease in the number of tourist apartments, the expropriation of real estate monsters such as Apollo, and the end of the Gold Visas and tax benefits for speculators and for luxury. No more empty houses for no reason! Our cities are not for sale!
This is a call.
We are people and collectives struggling for the right to use the spaces in which we live and we call everyone to action, participation, protest. What happens is not inevitable, it is the result of policies promoted by the few who have a lot.
We are more than them. We must unite to claim the right to the spaces we live in, to decide together on the city we want. We can and must dream of other models for the city.
For an end to speculation, gentrification, touristification, demolition and expulsion. For a city for and of everyone: HabitAction!
Manifiesto: HabitAcção! Somos casa, somos barrio, somos ciudad!
Porque nos quieren expulsar de las casas y los barrios donde vivimos, porque nos excluyen de la ciudad: HabitACÇÃO!
Nos rebelamos y alzamos la voz para decir que no aceptamos la lógica de la ciudad-lucro, del barrio-escaparate y de la casa-inversión. Esta lógica es la de los inversores y especuladores, que nos intentan convencer de que los beneficios son más importantes que nuestras vidas, y la de los gobernantes, que son rehenes de los intereses privados, y que nos dicen que no hay alternativas. Mientras las ciudades se construyen para los ricos, miles de personas se ven obligadas a abandonar sus casas, sus calles, sus medios de subsistencia y sus redes afectivas. Nos rebelamos y alzamos la voz para decir que no puede ser que sean sus leyes, las leyes del mercado, las que nos digan cómo y donde podemos vivir. Queremos casas que sirvan para vivir, barrios donde podamos construir nuestras vidas y ciudades donde las decisiones las tomemos los que vivimos. Nos quieren expulsar. Pero resistimos y nos quedamos! Plantemos cara y decidimos nuestro futuro de forma colectiva.
En septiembre salimos a la calle, ocupamos el espacio público, construimos redes de solidaridad y creamos movimiento. Queremos vivir en nuestros barrios: exigimos el fin de los desahucios y luchamos juntos por una ciudad más justa. Nos oponemos al sistema capitalista, que destruye nuestro planeta y nos expulsa de los espacios que habitamos. Nuestras vidas son más importantes que sus beneficios.
SOMOS CASA, SOMOS BARRIO, SOMOS CIUDAD!
¿Qué queremos?
1. El fin de los desahucios y de las demoliciones sin alternativa
Hay desahucios por no renovación del contrato de alquiler, hay desahucios porque los gobernantes han decidido demoler nuestras casas, hay desahucios porque no podemos pagar unos alquileres tan caros, hay desahucios porque no conseguimos pagar la casa al banco … y el que no hay son alternativas. Queremos acabar con esta violencia. Exigimos que no haya ninguna desahucio sin una alternativa de vivienda digna.
2. La regulación del precio de los alquileres
Los alquileres son impagables y los sueldos son mínimos. Queremos límites máximos del precio de los alquileres y proponemos que el índice de precios del alquiler esté ligado al sueldo mínimo interprofesional. Si tenemos un sueldo mínimo, por qué no un alquiler máximo?
3. Más vivienda pública de calidad
Los países europeos que se pueden defender mejor de las crisis inmobiliarias son los que disponen de más vivienda pública, como por ejemplo Holanda, donde un 34% del parque de vivienda es de uso social, Austria, con un 26%, o Francia , con un 19%. En Portugal la vivienda pública no llega al 3%. Queremos políticas de vivienda que reduzcan las desigualdades e impidan la segregación étnica. Sabemos que es posible que haya más y mejor vivienda pública para todos.
4. Disfrutar del espacio público y de espacios sociales
Muchas plazas, calles y aceras están en mal estado, y muchas están cedidas en concesión para usos comerciales. Cada vez hay más espacios de sociabilidad, como asociaciones y colectividades, que son desahuciados y se convierten en hoteles y residencias de lujo. El comercio local está desapareciendo. Tenemos derecho a disfrutar del espacio público y necesitamos espacios sociales de encuentro donde podamos convivir, construir y discutir nuestra vida colectiva. Queremos un espacio público realmente público, bien cuidado y no mercantilizado. Queremos el fin de los desahucios de los espacios de sociabilidad colectiva y del pequeño comercio.
5. Un cambio radical en el modelo de gobernanza y de desarrollo de las ciudades
Las ciudades han sido planificadas y construidas para los beneficios económicos y no para las personas que viven allí. Reclamamos la ciudad! Proponemos la reducción efectiva del número de pisos turísticos, la expropiación de los gigantes inmobiliarios como el fondo de inversión Apollo y el fin de los “Vistos Gold” y los beneficios fiscales para los especuladores y para el lujo. Basta de casas vacías sin justificación! Nuestras ciudades no están en venta!
Este manifiesto es una llamada.
Somos personas y colectivos en lucha para reclamar el derecho a los espacios en los que vivimos y hacemos un llamamiento a la acción, la participación y la protesta. Lo que está ocurriendo no es inevitable, sino el resultado de políticas promovidas por unos pocos que tienen mucho.
Somos más que ellos. Nos tenemos que unir para reclamar el derecho a los espacios que habitamos, para decidir colectivamente sobre qué ciudad queremos. Podemos soñar, y hay que soñamos, con otros modelos de ciudad.
Por el fin de la especulación, la gentrificación, la turistificación, las demoliciones y las expulsiones. Para una ciudad de todas y todos: HabitACÇÃO!
Manifest: HabitAcção! Som casa, som barri, som ciutat!
Perquè ens volen expulsar de les cases i dels barris on vivim, perquè ens exclouen de la ciutat: HabitACÇÃO!
Ens rebel·lem i alcem la veu per dir que no acceptem la lògica de la ciutat-benefici, del barri-aparador i de la casa-inversió. Aquesta lògica és la dels inversors i especuladors, que ens intenten convèncer que els beneficis són més importants que les nostres vides, i la dels governants, que són hostatges dels interessos privats, i que ens diuen que no hi ha alternatives. Mentre les ciutats es construeixen per als rics, milers de persones es veuen obligades a abandonar les seves cases, els seus carrers, els seus mitjans de subsistència i les seves xarxes afectives. Ens rebel·lem i alcem la veu per dir que no pot ser que siguin les seves lleis, les lleis del mercat, les que ens diguin com i on podem viure. Volem cases que serveixin per viure-hi, barris on puguem construir les nostres vides i ciutats on les decisions les prenguem els qui hi vivim. Ens volen expulsar. Però resistim i ens quedem! Plantem cara i decidim el nostre futur de forma col·lectiva.
Aquest setembre sortim al carrer, ocupem l’espai públic, construïm xarxes de solidaritat i creem moviment. Volem viure als nostres barris: exigim la fi dels desnonaments i lluitem junts per una ciutat més justa. Ens oposem al sistema capitalista, que destrueix el nostre planeta i ens expulsa dels espais que habitem. Les nostres vides són més importants que els seus beneficis.
SOM CASA, SOM BARRI, SOM CIUTAT!
Què volem?
1. La fi dels desnonaments i de les demolicions sense alternativa
Hi ha desnonaments per no renovació del contracte de lloguer, hi ha desnonaments perquè els governants han decidit demolir les nostres cases, hi ha desnonaments perquè no podem pagar uns lloguers tan cars, hi ha desnonaments perquè no aconseguim pagar la casa al banc… i el que no hi ha són alternatives. Volem acabar amb aquesta violència. Exigim que no hi hagi cap més desnonament sense una alternativa d’habitatge digna.
2. La regulació del preu dels lloguers
Els lloguers són impagables i els sous són mínims. Volem límits màxims del preu dels lloguers i proposem que l’índex de preus del lloguer estigui lligat al sou mínim interprofessional. Si tenim un sou mínim, per què no un lloguer màxim?
3. Més habitatge públic de qualitat
Els països europeus que es poden defensar millor de les crisis immobiliàries són els que disposen de més habitatge públic, com per exemple Holanda, on un 34% del parc d’habitatge és d’ús social, Àustria, amb un 26%, o França, amb un 19%. A Portugal l’habitatge públic no arriba al 3%. Volem polítiques d’habitatge que redueixin les desigualtats i impedeixin la segregació ètnica. Sabem que és possible que hi hagi més i millor habitatge públic per a tothom.
4. Gaudir de l’espai públic i d’espais socials
Moltes places, carrers i voreres estan en mal estat, i moltes estan cedides en concessió per a usos comercials. Cada cop hi ha més espais de sociabilitat, com associacions i col·lectivitats, que són desnonats i es converteixen en hotels i residències de luxe. El comerç local està desapareixent. Tenim dret a gaudir de l’espai públic i necessitem espais socials de trobada on poguem conviure, construir i discutir la nostra vida col·lectiva. Volem un espai públic realment públic, ben cuidat i no mercantilitzat. Volem la fi dels desnonaments dels espais de sociabilitat col·lectiva i del petit comerç.
5. Un canvi radical en el model de governança i de desenvolupament de les ciutats
Les ciutats han estat planificades i construïdes per als beneficis econòmics i no per a les persones que hi viuen. Reclamem la ciutat! Proposem la reducció efectiva del nombre de pisos turístics, l’expropiació dels gegants immobiliaris com el fons d’inversió Apollo i la fi dels “Vistos Gold” i els beneficis fiscals per als especuladors i per al luxe. Ja n’hi ha prou de cases buides sense justificació! Les nostres ciutats no estan en venda!
Aquest manifest és una crida.
Som persones i col·lectius en lluita per reclamar el dret als espais en què vivim i fem una crida a l’acció, la participació i la protesta. El que està passant no és inevitable, sinó el resultat de polítiques promogudes per uns pocs que tenen molt.
Som més que no pas ells. Ens hem d’unir per reclamar el dret als espais que habitem, per decidir col·lectivament sobre quina ciutat volem. Podem somniar, i cal que somniem, amb altres models de ciutat.
Per la fi de l’especulació, la gentrificació, la turistificació, les demolicions i les expulsions. Per una ciutat de totes i tots: HabitACÇÃO!
Manifeste HabitAction ! Nous sommes maison, quartier, ville !
Parce qu'ils veulent nous expulser des maisons et des quartiers où nous vivons, parce qu'ils nous excluent de la ville : HabitAction !
Nous nous révoltons pour dire que nous n'acceptons pas la logique de la ville-profit, du quartier-étalage et du logement-investissement. Car c'est la logique des investisseurs spéculatifs, qui essaient de nous convaincre que le profit est plus important que notre vie, et des dirigeants, qui sont les otages des intérêts privés, et nous disent qu'il n'y a pas d'alternative. On construit des villes pour les riches, tandis que des milliers de personnes sont forcées d'abandonner leurs maisons, leurs rues, leurs moyens de subsistance et leurs réseaux affectifs. Nous nous révoltons pour dire que ce ne sont pas leurs lois, les lois du marché, qui peuvent nous dire comment et où nous pouvons vivre. Nous voulons des maisons pour y vivre, des quartiers où nous pouvons construire nos vies, et des villes gouvernées par ses habitantes et habitants. Ils veulent nous expulser. Nous résistons et nous restons ! Nous leur faisons front et nous décidons ensemble de notre avenir.
En septembre, nous descendons dans la rue, nous occupons l'espace public, nous construisons des réseaux de solidarité et nous créons un mouvement. Nous voulons vivre dans nos quartiers : nous exigeons la fin des expulsions et nous nous unissons pour une ville plus juste. Nous défions le système capitaliste, qui détruit notre planète et nous expulse des espaces où nous vivons. Nos vies sont plus importantes que le profit.
NOUS SOMMES MAISON, QUARTIER, VILLE !
Nous demandons :
1. La fin des expulsions et des démolitions sans alternative
On nous expulse parce que le bail n'a pas été renouvelé, on nous expulse parce que les gouvernants ont décidé de démolir nos maisons, on nous expulse parce que nous n'avons pas les moyens de payer des loyers aussi élevés, on nous expulse parce que nous ne pouvons payer le prêt à la banque… Et il n'y a aucune alternative. Nous voulons mettre fin à cette violence. Nous exigeons qu'il n'y ait plus d'expulsion sans alternative de logement décent.
2. La régulation des loyers
Les loyers sont exorbitants et les salaires sont minimes. Nous voulons un plafonnement des loyers et nous proposons l'indexation de la valeur des loyers sur le salaire minimum national. Si nous avons un salaire minimum, pourquoi pas un loyer maximum ?
3. Plus de logements sociaux de qualité
Les pays européens qui se défendent le mieux contre les crises immobilières sont ceux qui ont le plus de logements sociaux publics. C'est le cas, par exemple, des Pays-Bas, où 34 % des logements sont sociaux, de l'Autriche, avec 26 %, et de la France, avec 19 %. Au Portugal, nous en avons moins de 3%. Nous voulons des politiques de logement qui réduisent les inégalités sociales et empêchent la ségrégation ethnique et raciale. Il est possible d'avoir des logements sociaux plus nombreux et de meilleure qualité pour toutes et tous.
4. Utiliser l'espace public et les espaces sociaux
Il y a des places, des parcs et des avenues abandonnées et nombre d'entre elles concédées à des acteurs privés. Les associations et les collectifs sont évincés des espaces sociaux pour faire place à des hôtels et des résidences de luxe. Le commerce local est en train de disparaître. Nous avons le droit de jouir de l'espace public et nous avons besoin d'espaces sociaux où nous pouvons nous rencontrer, construire et discuter de notre vie collectivement. Nous voulons un espace public véritablement public, bien entretenu et non marchandisé, et la fin des expulsions d'espaces collectifs et de petits commerces.
5. Un changement radical dans le modèle de gouvernance et de développement des villes
Les villes ont été planifiées et construites pour le profit et non pour les gens qui y vivent. Nous revendiquons l'usage de notre ville ! Nous proposons la diminution effective du nombre d'appartements touristiques, l'expropriation des monstres immobiliers tels qu'Apollo, et la fin des Visas Gold et des avantages fiscaux pour les spéculateurs et pour le luxe. Plus de maisons vides sans raison ! Nos villes ne sont pas à vendre !
Ceci est un appel.
Nous représentons des personnes et des collectifs en lutte pour la réappropriation des espaces dans lesquels nous vivons et nous appelons chacun à l'action, à la participation, à la protestation. Ce qui se passe n'est pas inévitable, c'est le résultat de politiques menées par une minorité de personnes qui possède la majorité du capital.
Nous sommes plus nombreux qu'eux. Nous devons nous unir pour revendiquer le droit aux espaces que nous habitons, pour décider ensemble de la ville que nous voulons. Nous pouvons et devons rêver d'autres modèles de ville.
Pour mettre fin à la spéculation, à la gentrification, à la touristification, à la démolition et aux expulsions. Pour une ville de toutes et tous : HabitAction !
Setembro 2019
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Manifesto: AbitAzione! Siamo casa, quartiere, città!
Perché vogliono espellerci dalle case e dai quartieri in cui abitiamo, perché ci escludono dalla città: AbitAzione!
Prendiamo posizione per dire che non accettiamo la logica della città-profitto, la cittá-vetrina e la casa come investimento. Questa è la logica degli investitori speculativi, che cercano di convincerci che il profitto è più importante della nostra vita, e dei governanti, che sono ostaggi di interessi privati, e ci dicono che non ci sono alternative. Le città vengono costruite per i ricchi mentre migliaia di persone sono costrette ad abbandonare le loro case, le loro strade, i loro mezzi di sussistenza e le loro reti affettive. Alziamo la voce per dire che non possono essere le loro leggi, le leggi del mercato, a dirci come e dove possiamo vivere. Vogliamo case che possano essere utilizzate per vivere, quartieri dove possiamo costruire le nostre vite e città decise da coloro che vivono in esse. Vogliono buttarci fuori. Abbiamo resistito e siamo rimasti! Ci opponiamo a loro e decidiamo collettivamente il nostro futuro.
A settembre siamo scesi in strada, abbiamo occupato lo spazio pubblico, costruito reti di solidarietà e creato movimento. Vogliamo vivere nei nostri quartieri: chiediamo la fine degli sfratti e ci uniamo per una città più giusta. Sfidiamo il sistema capitalista, che distrugge il nostro pianeta e ci spinge fuori dagli spazi in cui abitiamo. Le nostre vite sono più importanti del profitto.
SIAMO CASA, QUARTIERE, CITTÀ!
Vogliamo:
1. La fine degli sfratti e demolizioni senza alternative
Ci sono sfratti perché il contratto di locazione non è stato rinnovato, ci sono sfratti perché i governanti hanno deciso di demolire le nostre case, ci sono sfratti perché non possiamo permetterci di pagare un affitto così alto, ci sono sfratti perché non possiamo pagare la casa alla banca … E non ci sono alternative. Vogliamo porre fine a questa violenza. Chiediamo che non ci sia più sfratto senza un'alternativa abitativa decente.
2. La regolamentazione degli affitti
Gli affitti non hanno prezzo e i salari sono minimi. Vogliamo valori massimi di affitto e proponiamo di indicizzare il valore dell'affitto sul salario minimo nazionale. Se abbiamo un salario minimo, perché non un affitto massimo?
3. Più alloggi pubblici di qualità
I paesi europei che si difendono meglio dalle crisi immobiliari hanno il maggior numero di alloggi pubblici. Esempi sono i Paesi Bassi, dove il 34% delle abitazioni è sociale, l'Austria con il 26% e la Francia con il 19%. In Portogallo abbiamo meno del 3%. Vogliamo politiche abitative che riducano le disuguaglianze sociali e impediscano la segregazione etnico-razziale. Sappiamo che è possibile avere alloggi pubblici in maggiore quantitá e migliore per tutti.
4. Usufruire dello spazio pubblico e degli spazi sociali
Ci sono piazze, piazzette e marciapiedi abbandonati e molti dati in concessioni a privati. Gli spazi sociali, come le associazioni e le collettività, vengono sfrattati per far posto a hotel e residenze di lusso. Il commercio locale sta scomparendo. Abbiamo il diritto di godere dello spazio pubblico e abbiamo bisogno di spazi di incontro sociale in cui possiamo vivere, costruire e discutere la nostra vita collettiva. Vogliamo uno spazio pubblico veramente pubblico, attento e non mercificato, e la fine dello sfratto degli spazi collettivi e del piccolo commercio.
5. Un cambiamento radicale nel modello di governo e sviluppo delle città
Le città sono state progettate e costruite a scopo di lucro e non per le persone che ci vivono. Rivendichiamo la città! Proponiamo l'effettiva riduzione del numero di appartamenti turistici, l'espropriazione di mostri immobiliari come Apollo e la fine dei visti Gold e le agevolazioni fiscali per gli speculatori e il lusso. Basta case vuote senza motivo! Le nostre città non sono in vendita!
Questo è un appello.
Siamo persone e collettivi che lottano per rivendicare il diritto agli spazi in cui viviamo e chiamiamo tutti all’azione, partecipazione, protesta. Ciò che accade non è inevitabile, è il risultato di politiche promosse dai pochi che ne hanno molto.
Siamo più di loro. Dobbiamo riunirci per rivendicare il diritto agli spazi in cui abitiamo, per decidere insieme sulla città che vogliamo. Possiamo e dobbiamo sognare altri modelli di città.
Per la fine della speculazione, gentrificazione, turistificazione, demolizione ed espulsione. Per una città di tutti: AbitAzione!
Rádio Pedras’19
Material de documentação sonora, desenvolvido no âmbito do Festival Pedras'19 - talvez o nada possa ser alguma coisa e do encontro demorado com lugares de Lisboa, como o Largo de São Domingos, a Colina de Santana e a rua de Baixo, na Penha de França.
No contexto do Festival da Habitação estes audios são um convite para ouvir as paisagens de Lisboa com suas diferentes nuances poético-políticas, podendo ser escutados na rua, em casa, na casa de banho, à beira do rio, no comboio, com auriculares, em grupo…
Clica aqui para ouvir os podcasts online:
Habitação - 23:08 minutos
Cantorias - 31:08 minutos
Diversos, invexos e reconvexos - 29:18 minutos






